Joseph Shafan

"Então uma voz se elevou do abismo. Era o grito da Luz"  Visão de Hermes

Textos

AJUDA
Como ajudar o Menino Jesus para que possa haver um Natal cotidiano, onde haja esperança de justiça, de paz, harmonia, alegria e felicidade?
Diz a profecia (Mt 25, 31-46) que haverá um momento em que o Justo Juiz (Jesus), acompanhado de sua corte (de santos anjos), tomará assento no seu Tribunal e fará comparecer perante ele toda a humanidade (todos os homens e todas as mulheres).
Será um Julgamento de separação (semelhante ao pastor que separa as ovelhas das cabras), sem que haja discriminação de origem.
O critério de separação são os atos humanitários, onde todos os que compartilham o destino comum da humanidade serão julgados através da presença ou ausência desses atos.
Cada vida será julgada pelo que o Supremo Juiz vê no fundo dos corações quando das decisões que tomamos no cotidiano, onde cada uma delas demonstra ou o caminho da verdade ou a recusa da luz.
O Justo Juiz sabe, de antemão, que o bem e o mal estão misturados em cada um de nós e que em cada passo que damos escolhemos uma das direções opostas, pela permissão do Criador de que possamos viver nossas experiências, nossas escolhas.
Ele leva em conta que cada um de nós sabe, ou deveria procurar saber, que ao fazer o bem e buscar viver na luz, vencemos o mal.
Assim, é pela conduta em relação às dificuldades dos outros que seremos todos avaliados. E o Justo Juiz retribuirá a cada um segundo sua prática na história.
Haverá uma sentença clara: para uns a salvação, para outros a perdição definitiva.
A profecia declara o critério que serve de base para o Juízo: segundo a ajuda que os humanos tiverem prestado ou não aos necessitados; conforme o amor para com o próximo.
A ajuda prestada ou recusada ao necessitado é ajuda prestada ou recusada ao próprio Jesus. Entre  Jesus e os necessitados, declara a profecia do Cristo, existe uma misteriosa solidariedade num parentesco espiritual. Os necessitados são irmãos de Jesus. Ele é solidário com a sua necessidade. Quem quer que esteja em condições de necessidade ou situação desumana encontra-se, por isso mesmo, unido estreitamente a Ele, que toma parte na sua realidade pessoal.
É a prática do amor concreta e simples pelo próximo que demonstra amor a Jesus; o amor misericordioso para com os necessitados e desprezados.
No Juízo, Jesus rejeitará aqueles que o tiverem rejeitado e acolherá aqueles que o tiverem acolhido.
Uma pergunta pode surgir: quem são esses necessitados? O texto esclarece: a realidade diária de cada um de nós mostra um sem número de desprezados, estranhos, marginalizados, perseguidos, espoliados, sofredores, enfermos, angustiados, indefesos, indigentes, encarcerados, isolados, carentes de amor, de caridade, de compreensão, de humanidades.
Uma outra pergunta pode ocorrer: quem é o próximo? O próximo passa na sua rua, convive no seu trabalho, pode estar na sua casa, é seu amigo, é seu vizinho, é da sua família, é do seu mundo. Ou seja, o próximo pertence ao conjunto de nossas relações com o mundo.
Todos trilhamos a estrada que desce de Jerusalém para Jericó, e diante de nós um infeliz está caído, meio que sem vida. Podemos ser como o samaritano que cuidou dele ou como o sacerdote e o levita que o desprezaram e passaram direto.
“...todas as vezes que fizestes isso a um desses necessitados, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes”.
Joseph Shafan
Enviado por Joseph Shafan em 25/11/2008
Alterado em 25/11/2008


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