![]() Orbívago
caminho janelas dos meses e anos sob vista e tutela de anjos e santos carinhos de bálsamos pós-humanos adiam primaveras em velhos sonhos que querem somente somar outonos porém os perfumes das flores sinto os ramos das folhas encantam cromos enquanto suspiro e luz pressinto estrelas cintilam lembranças caras se céus me divisam esmaecidos encaro zulejos cais caiçaras contrastes de sóis em lençóis tecidos tesouros de medos, arrais segredos murmúrios das águas fontais, compassos marulhos, ideias dos meus degredos fantasmas que morrem sem mais meus passos entanto sonhando os novos dias habitam cavernas memórias curvas paixões em risadas, jardins, alegrias as tardes ingênuas, febres curtas ardores de jovens em carmes, ruas gritavam as dores nos breves versos após os bailados em carnes nuas açoites e contos, anéis imersos sabores e doces negados plenos palavras de ordem cobrindo danos cobrando das rosas picões serenos e branda mistura na fé de canos ainda anseio verões e cheiros lembrando os seios, amores, frisas profetas disseram em livros cheios que lápides sentem os frios e brisas recordo os ponches roubados, festas joelhos em lágrimas, cortes, pélas desfiles, os fogos, canções, serestas contando daqui primaveras belas. Joseph Shafan
Enviado por Joseph Shafan em 12/10/2010
Alterado em 12/10/2010 Comentários
|